Sem muito controle da legislação para bloquear a exposição humana, um composto químico usado para imprimir o papel da fatura traz riscos relevantes para a saúde. Isso ocorre porque esse composto, o famoso bisfenol A (BPA) é uma desregulamentação endócrina, facilmente absorvida pela pele.
E é errado pensar que a contaminação só acontece após uma maior intensidade das notas fiscais. Um estudo no Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, com 24 pessoas mostrou que apenas um simples contato para o resultado é positivo para o bisfenol na urina. Confira mais sobre os perigos desse contágio e como podemos nos proteger.
Geralmente, o cupom fiscal é impresso em papel térmico, diferente do papel comum, pois não usa tinta. Possui um revestimento especial que reage ao calor, tornando -se preto para registrar as informações. Esse componente, por sua vez, é o BPA (bisfenol A), que transforma o papel da fatura em um elemento com riscos potenciais à saúde.
O bisfenol atua como uma desregulamentação endócrina, interferindo na regulação hormonal do corpo. Essa mudança pode desencadear vários problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer de mama e próstata, diabetes tipo 2, infertilidade, distúrbios do déficit de atenção e desregulamentação em hormônios sexuais.
Leia mais
Quais são as pessoas mais expostas ao bisfenol nas notas fiscais?
No entanto, não é apenas nas notas fiscais que este composto químico está presente. O bisfenol A (BPA) está em vários itens da vida cotidiana, como embalagens plásticas, brinquedos e itens domésticos. Além disso, também é amplamente utilizado na produção de plásticos, resinas e revestimentos internos.
Principalmente, as pessoas mais expostas ao bisfenol podem ter maiores danos à saúde no futuro. Portanto, aqueles que precisam lidar com documentos térmicos emitidos em máquinas de cartão de crédito ou emissão de faturas são maiores. Geralmente, as pessoas que trabalham no comércio, como lojas, supermercados e postos de gasolina, são as mais vulneráveis.
Faturas e riscos à saúde: o que o estudo de Cincinnati revelou

No entanto, não ter contato constante com os documentos de notas de impostos não entregam você do contágio, mesmo que não tenha conseqüências de longo prazo. Afinal, uma pesquisa mostrou que as pessoas que tiveram contato com o papel da fatura apresentaram um resultado positivo para o bisfenol na urina.
O estudar Realizada por pesquisadores do Hospital Infantil de Cincinnati, mostrou que o simples manuseio de papéis térmicos – como os usados em cupons fiscais – pode levar à absorção do bisfenol A (BPA) pelo organismo.
Durante o experimento, os voluntários realizaram recibos por cerca de duas horas e os testes de urina realizados antes e depois da exposição mostraram um aumento significativo na presença de BPA. Curiosamente, os participantes que usavam luvas durante o mesmo teste não mostraram esse aumento, o que reforça a idéia de que o BPA pode ser absorvido diretamente pela pele.
Assim, essa descoberta levanta preocupações sobre o risco invisível presente em uma rotina comum, como manter ou jogar faturas. Mas como se proteger nesses casos, afinal? Confira abaixo!
Como se proteger do contágio do bisfenol em faturas?

Embora o contato com cupons fiscais pareça inofensivo, os especialistas alertam que o bisfenol está presente no papel térmico pode ser absorvido pela pele e posar riscos à saúde – especialmente com exposição frequente.
De acordo com Elaine Costa, coordenadora da Comissão de Endocrinologia Ambiental do SBEM entrevistada pelo G1, o bisfenol presente em trabalhos térmicos pode ser absorvido pela pele, especialmente por pessoas que lidam diariamente com esses materiais, como profissionais de comércio.
Portanto, a melhor maneira de se proteger é evitar o contato direto com a pele. No entanto, separamos mais algumas dicas abaixo:
- Evite armazenar recibos em sua carteira ou em contato direto com a pele;
- Use luvas se você trabalha com um manuseio constante de notas de isolamento;
- Lave as mãos depois de brincar de papéis térmicos, especialmente antes de comer;
- Pergunte a recibos digitais sempre que possível,
- Evite o contato de crianças com esses papéis.